O filme Godzilla Minus Zero, sequência da Toho que estreia nos cinemas, tem chamado atenção pelo volume elevado dos rugidos do kaiju, especialmente na versão exibida em IMAX. A produção marca a primeira vez que um filme japonês é rodado nesse formato, o que permitiu uma proporção expansiva de imagem durante 75 minutos e uma sonorização especialmente trabalhada para gerar maior imersão.
Muitos espectadores relataram que as cenas com o rugido de Godzilla são extremamente altas, chegando a alertas em dispositivos como smartwatches que indicam ambientes muito barulhentos. O som atingiu até 90 decibéis, segundo um usuário da rede X (antigo Twitter). Essa característica sonora tem sido destaque entre o público das salas IMAX.
Explicações do diretor Takashi Yamazaki sobre a escolha sonora
Em entrevista ao site IndieWire, o diretor e roteirista Takashi Yamazaki esclareceu que a experiência do filme em IMAX pretendia causar no público uma sensação profunda e impactante, semelhante ao medo primordial dos nossos ancestrais diante dos predadores. Segundo ele, o objetivo era fazer com que o espectador sentisse, de forma real, um temor instintivo ao ouvir o rugido dos kaiju, lembrando o receio vivido quando éramos primatas expostos a animais predadores.
Yamazaki ressaltou que, apesar do foco usual em imagens quando se fala em IMAX, o som também é uma parte crucial e muitas vezes subestimada dessa experiência. Para ele, o ambiente sonoro torna as criaturas fantásticas mais reais, pois o público ouve os kaiju antes de vê-los, assim como nossos ancestrais ouviam os predadores no meio da natureza.
O diretor também destacou que, antigamente, o perigo representado por sons era mais relevante e ameaçador do que o visual, e trabalhou com sua equipe para capturar a reverberação dos rugidos nos ambientes naturais — árvores, atmosfera —, tornando os efeitos sonoros mais autênticos e impactantes.
Cuidados na mixagem e equilíbrio do volume
No painel da New York Comic Con (NYCC), o mixer de som Hisafumi Takeuchi comentou sobre a importância de encontrar o equilíbrio ideal, pois embora os fãs esperem sons intensos, aumentar demais o volume comprometeria a jornada emocional da narrativa. Ele explicou ao site Inverse que o processo envolveu eliminar sons desnecessários para destacar os que realmente contribuem para a história, garantindo que o público sinta o rugido de Godzilla sem precisar se proteger os ouvidos.
“Existe um ponto em que o som quase distorce, mas essa distorção faz parte da experiência porque gera uma sensação no público”, afirmou Takeuchi.
Imagem: Divulgação



Recepção e expectativas para prêmios
As escolhas técnicas e sonoras de Yamazaki e sua equipe têm recebido elogios da crítica, especialmente pelo terceiro ato do filme, que apresenta a batalha intensa entre Godzilla e King Ghidorah. Especialistas do meio esperam que o longa seja indicado ao prêmio de Melhor Efeitos Visuais, escolhendo como referência que o filme anterior, Godzilla Minus One, conquistou esse reconhecimento três anos atrás.
Godzilla Minus Zero está em cartaz nos cinemas desde 6 de novembro de 2026, com duração de 135 minutos, sendo uma produção de horror, drama e ficção científica, dirigida e escrita por Takashi Yamazaki.
Elenco principal
- Ryunosuke Kamiki como Koichi Shikishima
- Minami Hamabe como Noriko Oishi
Franquia: Godzilla
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Com informações de Screen Rant
