O documentário “You Can See Everything”, dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim, apresenta um retrato inesperado da trama envolvendo Elizabeth Holmes, ex-CEO da Theranos. Embora Holmes tenha sido condenada por fraudes em 2018, o filme, considerado um dos melhores lançamentos de 2026, revela que o verdadeiro antagonista da história pode ser seu parceiro, William Evans.
Evans, herdeiro de uma dinastia no setor hoteleiro de San Diego, começou seu relacionamento com Holmes em 2017, antes da acusação formal contra a ex-empresária. Ao longo do documentário, seu comportamento manipulador e obscuro ganha destaque, superando a imagem já conhecida de Holmes.
Billy Evans demonstra caráter manipulador desde o início
Neste trabalho, Nathan Fielder acompanha a rotina do casal e dos dois filhos pequenos, vivendo com eles antes que Holmes começasse a cumprir sua pena federal de 135 meses, após ser condenada por conspiração e fraudes contra investidores. Inicialmente, Evans parece um típico empresário de tecnologia, com aparência comum e certa arrogância.
Porém, conforme o documentário avança, sua presença torna-se cada vez mais sinistra. Longe de ser um parceiro amoroso, ele coordena os bastidores, foge de entrevistas e mostra ser quem realmente controla a situação. Entre os planos, ele e Holmes tentam desenvolver uma nova tecnologia baseada em lasers para testes sanguíneos, apelidada por Evans, em entrevistas, como “Theranos 2.0”, embora ele negue recentemente essa designação em outro programa.
Billy Evans se consolida como vilão ao longo da narrativa
Após o início da prisão de Holmes, em maio de 2023, o diretor Nathan Fielder revela que Evans firmou um acordo com a distribuidora A24 para receber parte dos lucros do documentário. Essa negociação é dramatizada no filme com reencenações, incluindo Amanda Seyfried, que interpreta Holmes na série “The Dropout”, e que também atua como investigadora junto a Fielder.
Enquanto Evans parece orquestrar tudo, Holmes declara a Fielder que não teria nenhum ganho financeiro com o projeto, sugerindo que ela poderia não estar ciente do acordo fechado por seu parceiro. O documentário deixa em aberto se isso seria uma estratégia dele para beneficiar sua própria imagem.
Imagem: Divulgação
Em uma das cenas mais contundentes, Seyfried e Fielder visitam a casa de Evans, que admite enviar mensagens ofensivas com a conta de Twitter de Holmes sem seu consentimento. Além disso, ele detém a procuração da parceira durante sua detenção. Áspero, Evans expressa admiração por figuras políticas controversas e declara estar movido por “vingança no coração”, consolidando assim sua imagem como um personagem assustador, rivalizando e até superando Holmes em aspectos negativos.
Neither Holmes nor Evans saem inocentes da produção, mas é inegável que o registro sofrimento e manipulação causada por Evans o torna um dos vilões mais marcantes do cinema documental em 2026.
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Com informações de SlashFilm
