O 9º episódio da terceira temporada de Silo, intitulado “Farewell”, trouxe revelações significativas que modificam a compreensão sobre as regras que regem os silos, conhecidas como O Pacto. Em um desfecho que esclarece boa parte dos mistérios da série, é revelado que o documento fundamental não foi escrito por um humano, mas sim por uma inteligência artificial (IA).
O personagem Daniel Keene (Ashley Zukerman) descobre que Victor Crnkovich (Matt Craven), conhecido por ter criado uma droga capaz de alterar memórias, não foi o responsável direto pela redação do Pacto. Victor explica que o texto foi gerado pela IA, tendo ele apenas feito pequenas edições junto com Anna Thurman (Morven Christie), assistente parlamentar e filha de Rosalind (Laura Innes), uma das líderes do projeto dos silos.

Essa revelação traz um novo olhar sobre as limitações e problemas do sistema que rege os silos, um projeto criado para proteger a humanidade de catástrofes mundiais. A revelação sugere que a proibição da construção de elevadores e aparelhos de ampliação, por exemplo, pode ser resultado de erros ou decisões absurda da IA, levantando dúvidas sobre o grau de controle e manipulação promovido pelo Pacto ao longo dos séculos.
Críticas internas ao Pacto ganham força na temporada
A 3ª temporada amplia a crítica ao Pacto, apresentando personagens que questionam sua rigidez. Desde o começo da série, somente o chefe adjunto Paul Billings (Chinaza Uche) trata as regras como quase sagradas, mas nesta temporada, a chefe de TI Camille Sims (Alexandria Riley) promove ajustes no Pacto, mesmo este sendo considerado inquebrável.
Com a confirmação de que o Pacto é fruto de uma inteligência artificial e não um acordo consensual entre os fundadores, a dor e o sofrimento suportados pelas pessoas dos silos tornam-se uma consequência de uma estrutura falha e arbitrária.
Impacto do trabalho de Victor e o segredo do esquecimento

Além de expor a origem do Pacto, o episódio também confirma a razão pela qual os moradores dos silos desconhecem o que existe fora deles. Durante o encontro entre Daniel e Victor, o criador da droga de alteração de memória explica que não esperava aprofundar sua participação no projeto, pois não é engenheiro nem arquiteto. Contudo, identificou a necessidade de gerenciar o trauma em massa para a população dos silos após sua abertura, garantindo suporte psicológico para milhares de pessoas chocadas.
Imagem: Divulgação
No entanto, Victor não é terapeuta, e seu maior feito foi a criação de uma substância capaz de apagar memórias. Isso confirma que a droga Vitamin D+, que ameaçava eliminar as lembranças dos habitantes de Silo 17, é derivada dos seus tratamentos anteriores. Segundo a trama, essa droga possivelmente foi liberada logo após a inauguração dos silos, o que torna a situação ainda mais assustadora.
Ao final do episódio, com a explosão nuclear em Atlanta, ficam duas possibilidades abertas: ou todos nos silos foram expostos à droga e esqueceram o passado e o que havia fora, ou ao menos lembraram por um tempo e, para evitar sofrimento, o Pacto passou a proibir o conhecimento histórico e informações sobre o mundo externo.
Dessa forma, o episódio 9 da terceira temporada de Silo oferece respostas sobre as origens do Pacto, a manipulação das memórias e a natureza das regras impostas, aprofundando o mistério da série e trazendo novos dilemas para os personagens.
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Com informações de SlashFilm
