O filme “Tenzing”, exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) em 2026, revive a histórica expedição que tornou Tenzing Norgay e Edmund Hillary os primeiros homens a atingir o cume do Monte Everest. Apesar da magnitude do feito, o longa dirigido por Jennifer Peedom não consegue transmitir toda a carga emocional da verdadeira história.
História da expedição ao Everest
A narrativa acompanha o alpinista Sherpa Tenzing Norgay (interpretado por Genden Phuntsok) durante a missão liderada por John Hunt (Willem Dafoe) para alcançar o topo da montanha mais alta do mundo, ao lado do neozelandês Edmund Hillary (Tom Hiddleston). O filme segue a estrutura tradicional de dramas esportivos, com conflitos internos na equipe, a figura do treinador rigoroso, o fortalecimento de laços e a superação de desafios quase impossíveis.
Esses elementos tornam “Tenzing” uma produção familiar para quem conhece outras obras sobre o Everest, como “Everest” (2015), “The Himalayas” (2015) e “The Climbers” (2019).
Falta de profundidade emocional na trama

O filme intercala a tentativa de Tenzing de conquistar o Everest com flashbacks de sua infância e momentos ao lado da esposa, que deveriam dar sustentação emocional à história. Contudo, essa relação não recebe a atenção nem a profundidade necessárias para fortalecer o roteiro, conforme a intenção da diretora.
Outro ponto que não convence é a representação da amizade crescente entre Tenzing e Hillary. Embora se tornassem amigos para a vida toda após a expedição, os diálogos limitados e a direção pouco expressiva não conseguem transmitir a autenticidade dessa conexão.
Essa falta de profundidade recai sobre os atores principais, que precisam carregar as cenas com um material pouco desenvolvido. Genden Phuntsok destaca-se ao representar a simpatia e o carisma do Tenzing real, enquanto Tom Hiddleston usa sua expressividade para tentar fortalecer a relação entre os personagens.
Aspectos técnicos e visuais
O longa apresenta sequências intensas durante o desafio da escalada, com ângulos impressionantes, paisagens vastas e momentos de tensão que geram impacto visual. A cinematografia de Stefan Duscio evidencia a grandiosidade do Everest, mostrando sua beleza aterradora, avalanches e as imensas encostas da montanha.
“Tenzing” é tecnicamente bem produzido, com atuações competentes e uma fotografia notável, mas carece de um envolvimento emocional maior para se destacar na tela.
Imagem: Divulgação
O filme teve sua estreia no TIFF 2026, será lançado em circuito limitado nos cinemas dos Estados Unidos em 9 de outubro e estará disponível para streaming no Apple TV a partir de 16 de outubro.
Nota: 6/10
Elenco principal
Tom Hiddleston como Sir Edmund Hillary
Willem Dafoe como Coronel John Hunt
“Tenzing” narra a jornada de um homem extraordinário, mas infelizmente não alcança o impacto emocional esperado. Ainda assim, seu valor está na precisão técnica, no desempenho dos atores e na representação visual impressionante do Everest.
Direção: Jennifer Peedom
Roteiro: Luke Davies
Produção: Emile Sherman, Liz Watts, Iain Canning
Veja também
- Filme "Tenzing" retrata a conquista do Everest, mas falha em transmitir emoção da história real
- Próximo filme de Alien terá Michael Fassbender como protagonista e deve concluir saga de Ridley Scott
- Filme sequência de Ghosts quebra duas regras fundamentais da série original
Com informações de ScreenRant
