George R.R. Martin, autor famoso por criar o universo de Westeros em Game of Thrones, também se destaca como escritor de ficção científica. Em diferentes ocasiões, o escritor revelou quais filmes de fantasia e sci-fi mais o influenciaram, incluindo desde clássicos consagrados até produções menos conhecidas.
Entre os títulos citados por Martin estão filmes renomados como Alien e Blade Runner, de Ridley Scott, Aliens, de James Cameron, e The Road Warrior, filme da franquia Mad Max lançado em 1981. Ainda assim, ele também recomenda obras que saem do mainstream, consideradas verdadeiros “tesouros” do gênero e que poucos conhecem.
Forbidden Planet (1956)

Lançado em 1956, Forbidden Planet é uma ficção científica que Martin compara a uma versão de Shakespeare, com Leslie Nielsen interpretando um personagem semelhante ao Capitão Kirk, uma década antes de William Shatner popularizar esse papel. O filme, uma adaptação livre de A Tempestade, de Shakespeare, criou o robô icônico Robby the Robot, que apareceu em várias outras produções ao longo dos anos.
O legado do filme é marcante: Robby inspirou o robô da série Lost in Space. Segundo Martin, os três principais tripulantes da nave C-57-D antecipam os personagens Kirk, Spock e McCoy, da série Star Trek. Apesar dos efeitos datados, os visuais foram inovadores e influenciaram quase todos os filmes de ficção científica espaciais que seguiram.
A Bela e a Fera (1946)

A versão de 1946 de A Bela e a Fera, dirigida por Jean Cocteau, é a que Martin aconselha assistir. O filme francês, título original La Belle et la Bête, foi o primeiro longa do cineasta e mistura elementos surrealistas e românticos. Baseado no conto de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont, o enredo mostra uma jovem mantida cativa por uma fera, que precisa conquistá-la para quebrar uma maldição.
Essa adaptação combina fantasia e realismo de maneira única e influenciou o movimento cinematográfico da Nouvelle Vague francesa que surgiria posteriormente.
Dark City (1998)

Dirigido por Alex Proyas, Dark City é um filme de ficção científica neo-noir lançado em 1998. Inspirado pelo expressionismo alemão que antecedeu o noir dos anos 40, o enredo acompanha John Murdoch (Rufus Sewell), um homem com amnésia perseguido por seres capazes de distorcer a realidade, conhecidos como Strangers. Kiefer Sutherland interpreta um cientista.
Apesar do desempenho ruim nas bilheterias, o filme ganhou status de cult e elogios dos críticos com o passar dos anos. Sua atmosfera surreal e visual único são elementos que Martin destaca como frequentes em seus filmes preferidos de fantasia e ficção científica. Dark City também é apontado como um precursor de The Matrix, lançado um ano depois.
Dark Star (1974)

Um dos títulos mais surpreendentes da lista é Dark Star, estreia na direção de John Carpenter. Martin descreve o filme como “a comédia de ficção científica mais engraçada já feita”.
A trama se passa vinte anos após o início de uma missão espacial, acompanhando uma equipe que destrói planetas instáveis. Produzido com orçamento e recursos escassos, Carpenter e Dan O’Bannon desenvolveram o longa praticamente com o que encontraram no sofá. Mesmo sendo uma comédia, Dark Star influenciou o filme Alien, especialmente na ideia do alienígena solto na nave.
Imagem: Divulgação
Ladyhawke (1985)

Ladyhawke, do ano de 1985, é um filme de fantasia medieval dirigido por Richard Donner. O elenco conta com Matthew Broderick, Rutger Hauer e Michelle Pfeiffer, e a trama gira em torno de dois amantes que foram amaldiçoados: ele vira lobo à noite, enquanto ela se transforma em falcão durante o dia, o que os impede de ficarem juntos em forma humana.
Martin considera Ladyhawke “um dos melhores filmes de fantasia já feitos”, apesar de criticar a trilha sonora. O filme combina romance, maldição e vingança, elementos que fazem sentido dentro do universo do escritor.
Invasores de Corpos (1956)

Embora muitos considerem a refilmagem de 1978 como a melhor da série Invasores de Corpos, Martin defende a versão original de 1956 como sua favorita, afirmando que “toda vez que eles refazem, piora”.
Ambientado no contexto da paranoia da Guerra Fria, o filme aborda uma história de terror onde alienígenas começam a substituir pessoas na Terra. O clima de desconfiança, combinado com situações em que os alertas são ignorados, reforça o impacto da trama.
Dragonslayer (1981)

Martin ressalta o dragão Vermithrax Pejorative, de Dragonslayer, como “o melhor dragão já colocado no cinema” e destaca que é “o nome mais legal de dragão”.
O longa de 1981 mostra Peter MacNicol como um aprendiz de mago que enfrenta um dragão. Foi um dos primeiros projetos do Industrial Light & Magic fora das produções Lucasfilm, utilizando a técnica “go motion” para os efeitos visuais, o que rendeu indicação ao Oscar. O filme continua popular em eventos e convenções e é uma obra que Martin acredita merecer mais reconhecimento.
Esses sete filmes, indicados por George R.R. Martin, representam produções importantes e diversas que contribuíram para moldar sua visão sobre fantasia e ficção científica. Muitos deles, apesar de não serem amplamente lembrados, são obras que o escritor gostaria que mais pessoas conhecessem.
Com informações de Screen Rant
