A fadiga com filmes de super-heróis parece não afetar o personagem Homem-Aranha. Menos de dez anos após o início da franquia solo de Tom Holland com Homem-Aranha: De Volta ao Lar, o filme Spider-Man: Brand New Day se tornou a produção que mais arrecadou em bilheteria doméstica na história. Um feito notável para uma série que começou em 2017, quando Peter Parker ainda enfrentava os desafios do ensino médio, lição de casa e a aprovação de Tony Stark para ser um vingador.
Durante a última década, o universo dos filmes de super-heróis passou por momentos complexos. Algumas franquias surgiram com grandes expectativas, mas desapareceram rapidamente. Outras, no entanto, cresceram e se consolidaram entre as maiores bilheterias do gênero. Marvel e DC revitalizaram personagens importantes, a Sony desenvolveu múltiplas vertentes do universo do Homem-Aranha e a animação levou o gênero a lugares inéditos, ultrapassando os limites do live-action.
Para esta lista, são consideradas apenas as franquias lançadas nos últimos dez anos. Assim, o Homem-Aranha de Tom Holland qualifica-se a partir de De Volta ao Lar (2017), mesmo tendo aparecido pela primeira vez em Capitão América: Guerra Civil, em 2016. Já Deadpool, lançado em fevereiro de 2016, fica fora da lista por pouco.
Essas cinco franquias se destacam por oferecer mais do que uma introdução promissora. Algumas entregaram sequências ambiciosas, enquanto outras expandiram seu universo além do cinema. Juntas, representam o que há de melhor na produção de filmes de super-heróis nesta década.
Homem-Aranha de Tom Holland (2017)
Homem-Aranha: De Volta ao Lar apresentou um diferencial para o personagem, explorando o lado adolescente de Peter Parker – algo pouco explorado nas franquias anteriores. Embora Tom Holland tenha estreado no MCU em Guerra Civil, seu filme solo de 2017 mostrou um herói dividido entre enfrentar ameaças ao nível dos Vingadores e lidar com compromissos escolares.
A franquia continuou crescendo, mantendo Holland como protagonista principal. Longe de Casa levou Peter Parker para fora de Nova York, Sem Volta para Casa transformou toda a história do Homem-Aranha em um evento multiverso emotivo, e Brand New Day trouxe o foco para o próprio Peter. Com o quarto filme batendo recorde de bilheteria doméstica, a série já não é apenas um reboot de sucesso, mas uma das franquias de super-heróis mais definidoras da era atual.
Spider-Verse (2018)
Homem-Aranha no Aranhaverso poderia ter sido tratado apenas como uma alternativa animada às produções live-action da Sony. No entanto, o filme apresentou o personagem Miles Morales ao público e redefiniu o visual dos filmes de super-heróis para o padrão de inovação.
O primeiro filme conquistou o Oscar de Melhor Animação, enquanto Across the Spider-Verse explorou ainda mais seu potencial ao dar estilos visuais distintos para cada universo retratado. A franquia mostrou como usar o conceito de multiverso sem transformar os personagens alternativos em meras participações especiais. Miles permanece a força emocional central, independentemente do número de versões do Homem-Aranha ao seu redor, o que mantém a expectativa elevada para Beyond the Spider-Verse.
Pantera Negra (2018)
A obra de Ryan Coogler, Pantera Negra, fez parte do MCU, mas rapidamente estabeleceu Wakanda como um universo rico e autônomo. Chadwick Boseman estreou como T’Challa em Guerra Civil, mas o filme solo de 2018 mergulhou na cultura, política, tecnologia e conflitos que tornaram Wakanda bem mais do que um cenário de super-heróis.
A sequência teve um desafio complexo após a morte de Boseman. Em vez de substituir o ator, Wakanda Forever construiu seu enredo em torno do luto, introduziu Namor e passou o manto de Pantera Negra para Shuri. O final do segundo filme abriu diversas possibilidades para a franquia, que foi capaz de se reinventar drasticamente desde o primeiro longa sem perder sua essência original.
Imagem: Jay Maidment
Saga do Batman de Matt Reeves (2022)
Normalmente, um único filme dificultaria a consolidação de uma franquia, mas The Batman traz um diferencial: uma série de oito episódios na HBO que prova que o universo criado por Matt Reeves em Gotham pode sustentar narrativas mesmo quando o personagem principal pouco aparece.
No filme, Robert Pattinson apostou em um tom noir investigativo, diferente de outras versões do Batman. A série The Penguin continuou essa linha, centrando-se no personagem de Colin Farrell em um drama criminal sombrio. Isso faz com que o universo de Reeves pareça uma Gotham autônoma, onde vilões, crime organizado e a própria cidade contam histórias sem depender exclusivamente de Bruce Wayne.
Venom (2018)
Apesar de o universo mais amplo do Homem-Aranha da Sony ter recebido críticas negativas após filmes como Morbius e Madame Web, a franquia Venom, protagonizada por Tom Hardy, conseguiu manter o interesse do público.
A trilogia desenvolveu a dinâmica entre Eddie Brock e Venom como uma parceria disfuncional, diferente da tradicional relação entre herói e vilão. O segundo filme, Let There Be Carnage, reforçou a veia de comédia da dupla, enquanto The Last Dance encerrou a história de Hardy após seis anos e três filmes. Embora o desfecho deixe espaço para futuras possibilidades, completar uma trilogia consolidada já é uma vantagem frente a outras franquias de super-herói que não passaram do segundo filme.
Ficha técnica do primeiro filme:
- Lançamento: 28 de setembro de 2018
- Duração: 112 minutos
- Diretor: Ruben Fleischer
- Elenco principal: Tom Hardy (Eddie Brock / Venom), Michelle Williams (Anne Weying)
- Sequências: Venom: Let There Be Carnage e Venom: The Last Dance
- Disponível para streaming: Stan, Foxtel Now
- Disponível para aluguel e compra: Prime Video
A última década mostrou que, mesmo com altos e baixos, diversas franquias de super-heróis souberam se reinventar, conquistar o público e manter seus personagens relevantes nas telonas.
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Com informações de Screen Rant





