Em “Lanterns” Episódio 6, “Bad Optics”, Nathan Fillion retorna ao papel de Guy Gardner, personagem que havia sido visto pela última vez em “Superman” de James Gunn. Embora a série da HBO apresente uma narrativa centrada em um drama investigativo ao estilo “True Detective” que envolve guerra intergaláctica, os roteiristas conseguiram encaixar a participação de Gardner de maneira significativa, mesmo que curta, reafirmando seu lugar no universo DC e mostrando que ele não é apenas um personagem impulsivo.
A história de John Stewart e o contexto da chegada de Gardner
O episódio anterior da série, Episódio 5, revelou uma grande mudança na trajetória de John Stewart (interpretado por Aaron Pierre), que recusou o Power Ring e desistiu do papel de Lanterna Verde pelo qual vinha treinando. Dez anos depois, em 2026, John trabalha como arquiteto, enquanto Hal Jordan (Kyle Chandler) assumiu a culpa pela destruição causada no episódio anterior, foi preso e depois voltou à cidade de Rushville, Nebraska, onde acabou morto. Determinado a descobrir o assassino de Hal, John convoca Guy Gardner usando um sinal iluminado no centro da cidade, semelhante ao Bat-Sinal do Batman em Gotham.
Gardner aparece enquanto John está preso por agredir um grupo local que reagiu à ativação do sinal. O encontro poderia ter sido desajustado, já que Guy Gardner é um personagem conhecido por sua energia excêntrica, aparentemente destoando do tom do drama da HBO. No entanto, tanto a produção quanto Fillion conduzem a participação com equilíbrio.
“Lanterns” equilibra o tom para a aparição de Guy Gardner
Desde o início, a série foi apresentada como uma combinação de “True Detective” com “Watchmen”, e os trailers já indicavam a participação de Guy Gardner, um movimento que poderia comprometer a atmosfera mais realista da produção. No último filme “Superman”, Gardner aparece enfrentando um Kaiju em Metropolis e utilizando seu anel para formar mãos gigantes que exibem os dedos do meio, cenas que não se encaixam facilmente no drama sóbrio da HBO.
No entanto, o resultado em “Lanterns” mostra uma relação conflituosa entre Gardner e John Stewart, similar à de John com Hal Jordan, o que desvia a atenção do público do visual peculiar de Gardner, incluindo seu corte de cabelo e uniforme impecável. Além disso, dentro da narrativa, John não demonstra paciência para as bravatas de Gardner, o que ajuda a justificar a recepção negativa que o personagem recebe na cidade.
Gardner é tratado como persona non grata desde sua chegada. Com a população de Rushville ressentida pelo que aconteceu com Hal Jordan, são comuns manifestações de hostilidade contra os Lanternas Verdes, incluindo Guy Gardner. Assim, o ressentimento contra Gardner e a corporação atua também como um elemento meta-narrativo que explica sua desconexão com o universo mais realista da série.
Esclarecimentos sobre a passagem do Power Ring para Guy Gardner
Os roteiristas de “Lanterns” reconheceram que Guy Gardner não se encaixaria naturalmente na série, limitando sua participação para não prejudicar a atmosfera. Ainda assim, era necessário explicar sua presença, especialmente após o Episódio 1 ter definido a cronologia do universo DC, deixando dúvidas sobre por que Gardner ganhou o Power Ring em “Superman” (2025) e por que John Stewart já não o usava na passagem para 2026.
Imagem: Divulgação
O motivo foi revelado no Episódio 5: John recusou o papel de Lanterna Verde, o que levou Gardner a ser o próximo escolhido. Com o foco dos episódios finais da temporada voltado para o mistério do assassinato de Hal Jordan, “Lanterns” precisava apresentar a relação entre John, Hal e seu sucessor. O Episódio 6 cumpre esse papel.
Além disso, quando John pede para Gardner buscar o uniforme e o Power Ring de Hal na planeta Oa, Gardner atende não só por reconhecer a passagem da vez como também por respeito a Hal, cujo funeral comparece. A participação do personagem mostra que, apesar de ser barulhento e excessivamente confiante, Guy Gardner não é um vilão, o que justifica sua escolha como Lanterna Verde após a recusa de John. Vale destacar que John só queria o Power Ring para ativar uma holografia e avançar em sua investigação.
A cena reforça a complexidade dos personagens e o delicado equilíbrio da produção entre ação e drama.
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Com informações de SlashFilm
