Alerta de spoilers para o episódio final da quarta temporada de Star Trek: Strange New Worlds, “Tomorrow’s Enterprise”.
Star Trek traz de volta a viagem no tempo com fenômeno espacial misterioso
A quarta temporada de Star Trek: Strange New Worlds eleva o uso de eventos cósmicos incomuns, culminando no episódio final, que retorna a um tema clássico da franquia: a viagem no tempo. Este momento marca a convergência inesperada das linhas do tempo de Strange New Worlds com a série original, trazendo um vislumbre do futuro da USS Enterprise, que terá James T. Kirk (interpretado por Paul Wesley) como capitão na temporada final da série.
O episódio apresenta um fenômeno espacial conhecido como buraco branco, uma contraparte teórica dos famosos buracos negros. Em “Tomorrow’s Enterprise”, a tripulação investiga essa anomalia enquanto Nyota Uhura (Celia Rose Gooding) sofre um “incidente temporal” que põe todos em risco, levando-os a explorar os buracos branco e negro para tentar salvar a nave.
Como o buraco branco possibilita a viagem no tempo em Strange New Worlds
Star Trek sempre explorou viagens temporais por meio de diversos recursos, desde tempestades estelares até entidades com poderes divinos. A inclusão do buraco branco nesta temporada amplia essas possibilidades, sendo a primeira vez na franquia que esse conceito teórico é explorado, diferente do foco tradicional nos buracos negros.
No episódio, Uhura percebe que uma transmissão proveniente do buraco branco oferece um vislumbre do futuro, revelando que o personagem Scotty (Martin Quinn) enfrentará um destino trágico. O contato com essa projeção futura de si mesma ajuda a tripulação a entender o fenômeno. Após a abertura, o episódio é revisitado do ponto de vista da equipe da Enterprise do futuro — agora comandada por Kirk e situada diante de um buraco negro. Essa relação entre os dois buracos não é aleatória, mas sim crucial para o desfecho.
Segundo Spock (Ethan Peck), buracos negros e brancos seriam “faces opostas da mesma moeda”. Ou seja, singularidades funcionariam como portais no espaço-tempo, com os buracos negros agindo como entrada e os brancos, como saída. Isso torna o fenômeno uma ferramenta útil para roteiros de ficção científica, como a troca de linhas temporais entre as versões de Uhura vista na conclusão da temporada.
A base científica do conceito de buraco branco em Star Trek
Apesar do tom ficcional, Star Trek já demonstrou várias vezes seguir fundamentos científicos reais. A ideia do buraco branco como o inverso do buraco negro, presente no episódio final da quarta temporada, é suportada por teorias da física contemporânea.
Imagem: Divulgação
De acordo com estudos, um buraco branco pode ser entendido como a “reversão temporal” de um buraco negro, semelhante a como um vídeo reproduzido ao contrário revela o oposto do movimento. Enquanto o horizonte de eventos do buraco negro é um ponto sem retorno, o do buraco branco corresponde a uma fronteira que impede a entrada — um tipo de “clube exclusivo” do espaço-tempo.
Naturalmente, essa descrição combina com os elementos de passado e futuro que permeiam o episódio, embora a ciência não confirme a existência prática ou eventos fantásticos dentro desses corpos celestes. Ainda assim, o uso dessa teoria reforça a ligação entre ficção e ciência na narrativa de Strange New Worlds.
Assim, enquanto a realidade ainda não alcança as possibilidades apresentadas na série, os fãs podem apreciar a mistura inventiva entre conceitos científicos e aventura espacial que a franquia sempre ofereceu.
Veja também
- O que é um buraco branco? Anomalia espacial explicada no final da 4ª temporada de Star Trek: Strange New Worlds
- Por que o episódio 4 da temporada 4 de Star Trek: Strange New Worlds é em preto e branco
Com informações de SlashFilm


