A franquia Star Wars retornou aos cinemas em 2026 após sete anos de hiato, com o lançamento de The Mandalorian and Grogu, dirigido e coescrito por Jon Favreau. Este filme marcou a primeira produção da saga desde o fim da trilogia sequencial em 2019, com The Rise of Skywalker.
Diferente dos filmes da trilogia sequencial, The Mandalorian and Grogu apresentou uma narrativa mais focada e intimista, centrando-se na relação dos personagens principais Din Djarin e Grogu. Por isso, seu orçamento foi significativamente menor, inclusive quando comparado a produções recentes da franquia sob o comando da Disney, como The Force Awakens e Solo: A Star Wars Story.
Ambos, The Force Awakens e Solo, estão entre os filmes de maior orçamento da saga, superando até mesmo os realizados por George Lucas na época original. Vale destacar que Solo extrapolou seu orçamento original após a demissão de seus diretores iniciais, Phil Lord e Chris Miller. Curiosamente, Lucas também enfrentou limitações e gastos elevados no primeiro filme da franquia, A New Hope. No geral, Star Wars inclui produções de altíssimo custo ao lado de projetos com valores mais controlados, como The Mandalorian and Grogu.
Star Wars: The Clone Wars – US$ 8,5 milhões
O filme com o menor orçamento da franquia é o animado Star Wars: The Clone Wars, dirigido por Dave Filoni e lançado em 2008. Essa produção serviu como introdução para a série animada homônima, funcionando como um episódio piloto estendido.
Apesar do custo reduzido, o filme trouxe a primeira aparição da personagem Ahsoka Tano, criada especialmente para essa história e que depois se tornou queridinha dos fãs durante a série. Inicialmente controversa, Ahsoka conquistou grande popularidade ao longo do tempo.
O baixo orçamento se deve, em parte, ao plano inicial de exibir o longa como um piloto expandido na Cartoon Network, mas a decisão foi alterada para um lançamento nos cinemas poucos meses antes da estreia.
Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança – US$ 11 milhões
Lançado em maio de 1977, o primeiro filme da franquia, Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança, tornou-se um marco do cinema, revolucionando efeitos especiais, construção de universo e personagens icônicos como Luke Skywalker, Leia Organa, Han Solo e Darth Vader.
Na época, George Lucas era um diretor pouco conhecido e enfrentou muitos desafios durante filmagens e pós-produção. A insatisfação com o corte inicial quase comprometeu o projeto, mas a edição da sua então esposa, Marcia Lucas, mudou a percepção. Além disso, o filme ultrapassou seu orçamento original, tornando-se um investimento significativo para a 20th Century Fox, embora hoje seja dos mais econômicos da saga.
Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca – US$ 30,5 milhões
Após o sucesso de Uma Nova Esperança, que arrecadou mais de US$ 700 milhões mundialmente, o estúdio liberou um orçamento quase três vezes maior para a sequência O Império Contra-Ataca, que custou cerca de US$ 30,5 milhões.
O filme ampliou o universo com a inclusão de novos planetas como Hoth e Bespin, e trouxe mudanças climáticas significativas, como o ambiente gelado que contrasta com o clima quente do primeiro longa.
Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi – US$ 32,5 milhões
Finalizando a trilogia original, O Retorno de Jedi estreou em maio de 1983 com um orçamento levemente superior ao do filme anterior, totalizando cerca de US$ 32,5 milhões.
Embora marcado como encerramento, o diretor George Lucas já manifestava planos para a saga prequel. O filme ressaltou esse tom final, destacando a construção da Estrela da Morte II, uma arma ainda mais poderosa que a anterior.
O orçamento limitou algumas ideias originais, como a mudança do cenário do ato final, que inicialmente seria o planeta natal dos Wookiees, mas acabou sendo Endor, com os Ewoks, por dificuldades logísticas e financeira.
Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma – US$ 113,8 milhões
Na década de 1980, Lucas decidiu aguardar avanços tecnológicos para iniciar a produção da trilogia prequel. Dez anos após O Retorno de Jedi, começou a produzir A Ameaça Fantasma, o primeiro episódio da nova série.
Considerado um dos lançamentos mais aguardados da história, o filme recebeu um orçamento muito superior aos da trilogia original, chegando a US$ 113,8 milhões. A maior parte deste valor foi investida em efeitos visuais digitais, incluindo o personagem Jar Jar Binks, primeiro protagonista principal em captura de movimento, e diversos vilões robóticos.
Imagem: Divulgação
Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones – US$ 115 milhões
Apesar do sucesso inicial entre fãs, A Ameaça Fantasma sofreu críticas por seu roteiro confuso e personagens imaturos, especialmente Anakin Skywalker, além da controvérsia sobre Jar Jar Binks. Mesmo assim, o próximo filme da trilogia, Ataque dos Clones, manteve o alto orçamento, similar ao do Episódio I, estimado em US$ 115 milhões.
O investimento focou novamente na tecnologia digital, que foi ainda mais explorada neste longa.
Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith – US$ 115 milhões
Ataque dos Clones teve aceitação semelhante ou inferior à do filme anterior, mas o sucesso da franquia garantiu orçamento idêntico para o desfecho da pré-sequência, A Vingança dos Sith, também em torno de US$ 115 milhões.
O uso de CGI foi intensificado, criando planetas inteiros digitalmente, inclusive durante cenas marcantes da Ordem 66, que incluiu locais como Felucia e áreas específicas de Coruscant.
Star Wars: The Mandalorian and Grogu – US$ 165 milhões
Entre os projetos recentes da franquia, The Mandalorian and Grogu é o mais caro após A Vingança dos Sith. Com orçamento estimado em US$ 165 milhões, o filme dirigido por Jon Favreau contou com recursos semelhantes aos da trilogia prequel, apesar do escopo da produção ser menor que a das sequências.
O longa utilizou a tecnologia Volume para filmar a maioria das locações, além de ter duração inferior aos filmes da trilogia sequencial, pouco mais de duas horas e dez minutos.
Star Wars: Starfighter – US$ 226,5 milhões
Previsto para lançamento em maio de 2027, Star Wars: Starfighter é a próxima produção da saga, chegando em comemoração aos 50 anos da franquia. Detalhes da trama ainda são limitados, mas sabe-se que a história ocorre cinco anos após The Rise of Skywalker e apresenta um novo elenco.
Ryan Gosling assume o papel principal como Cade Ondor, um ex-piloto de X-Wing que precisa escoltar seu sobrinho pela galáxia. Embora o enredo seja autônomo, especula-se que a narrativa possa se conectar com o futuro Star Wars: Episódio X.
O orçamento total é estimado em US$ 226,5 milhões, reduzido para cerca de US$ 175 milhões após créditos fiscais recebidos do governo do Reino Unido. Créditos similares foram obtidos da Itália, mas os valores exatos não foram divulgados.
Rogue One: A Star Wars Story – US$ 280 milhões
Lançado em 2016, Rogue One foi o primeiro filme derivado da franquia e representou o esforço da Disney para expandir o universo além da Saga Skywalker após adquirir a franquia por mais de US$ 4 bilhões.
Apesar de enfrentar diversos problemas durante a produção, a película foi um sucesso comercial, arrecadando mais de US$ 1 bilhão mundialmente, com um orçamento de US$ 280 milhões.
Esses orçamentos mostram a amplitude de investimentos na franquia, desde produções mais contidas até grandes épicos com ampla escala visual e narrativa.
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Com informações de Screen Rant
