A 15ª temporada da série Chicago Fire pode ter sua estreia adiada em meio a uma disputa trabalhista entre os assistentes de produção e a emissora NBC. A produção, prevista para o retorno na temporada de outono 2026, enfrenta dificuldades devido a uma reivindicação da categoria por melhores condições de trabalho.
Saídas e enredos complicados marcam a nova temporada
Este ano tem sido conturbado para a equipe do Firehouse 51. A temporada 2025-2026 da série, que narra o cotidiano dos primeiros socorristas de Chicago, começou com as saídas dos personagens Sam Carver e Darren Ritter. Além disso, o casal Stella Kidd e Kelly Severide enfrentou a perda da gestação. No âmbito profissional, Dom Pascal foi expulso de sua equipe após os eventos da terceira parte do crossover “One Chicago 2026”.
Agora, a 15ª temporada também terá a ausência de dois personagens principais: Joe Cruz, interpretado por Joe Miñoso, membro do elenco original, e Pascal, papel de Dermot Mulroney. A forma como esses personagens sairão da trama ainda não foi revelada, mas especula-se um desfecho sombrio, em alinhamento com o final da 14ª temporada.
Disputa trabalhista pode causar paralisação nas produções

David Eigenberg, ator de Chicago Fire, alertou publicamente sobre o risco de greve dos assistentes de produção (PAs) das séries Chicago Fire e Chicago Med, caso a NBC não atenda suas reivindicações laborais. Ele pediu que a emissora trate os funcionários com justiça para evitar atrasos nas próximas temporadas.
Este mês, o sindicato LiUNA Local 724, representante dos PAs que atuam nas produções da NBC em Burbank, denunciou a perda dos direitos a horas garantidas de trabalho após a assinatura dos primeiros contratos coletivos. Anteriormente, os assistentes tinham garantidas jornadas de 12 a 14 horas, incluindo pagamento de horas extras, além dos salários horistas de US$ 19,93. Com as novas condições, a média salarial semanal caiu 43%, segundo a entidade sindical.
“Assistentes de produção estão entre os profissionais mais baixos remunerados da televisão. Eles não deveriam perder a renda que historicamente dependem só porque decidiram se sindicalizar”, comentou Alex Aguilar, gerente do LiUNA Local 724.
O sindicato afirma que a NBCUniversal recusou restabelecer a garantia de horas de trabalho. Além disso, destaca que os assistentes de produção da série Chicago PD, que ainda não são sindicalizados, mantêm as jornadas garantidas de 12 horas. A NBC até o momento não se pronunciou oficialmente sobre o tema.
As votações para sindicalização do elenco de PAs em Chicago Fire e Chicago Med foram realizadas em 2025 e início de 2026, com os contratos aprovados em julho, período de hiato das séries.
Imagem: Divulgação
Impactos para o cronograma das séries do universo One Chicago
As temporadas 15 de Chicago Fire e 12 de Chicago Med estão confirmadas na grade de outono da NBC, com estreia marcada para 7 de outubro de 2026. Caso os assistentes de produção decidam entrar em greve, como alertado por Eigenberg, a estreia de ambas as séries poderá ser adiada por tempo indeterminado.
Assim, Chicago PD, que não enfrenta greve, deve ser o único programa do grupo One Chicago a manter a data prevista para a quarta-feira de lançamentos naquele ano.

Chicago Fire estreou em 10 de outubro de 2012 e é classificado como drama, com avaliações acima de 8,9/10, consolidando-se como um dos principais sucessos da NBC.
O desfecho dessa disputa e a possibilidade de paralisação nas filmagens deverão impactar a continuidade das séries no próximo ciclo televisivo.
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Com informações de Screen Rant
