Brannon Braga, produtor renomado da franquia Star Trek, afirmou que Star Trek: The Next Generation (TNG) teria potencial para seguir no ar por mais três anos, totalizando até 10 temporadas, e que o cancelamento após sete temporadas não era necessário.
Exibida em syndication entre 1987 e 1994, a série de sete temporadas estabeleceu o formato para séries de primeira exibição em syndication, conquistando grande audiência e aclamação da crítica e dos fãs. Mesmo assim, a Paramount optou por encerrar a produção da série para focar na transição da franquia para o cinema. Durante esse período, Star Trek: Deep Space Nine começou a ser exibida em 1993 no mesmo modelo, e Star Trek: Voyager estreou em 1995 no recém-lançado United Paramount Network.
Motivações para o término de TNG e contexto da época
Em participação no podcast The 7th Rule, Braga relembrou o contexto da fase em que TNG chegou ao fim, alinhado com os lançamentos cinematográficos da franquia, o sucesso de Deep Space Nine e o desenvolvimento de Voyager. Segundo ele, a série tinha condições de continuar por mais três temporadas, estando no auge de sua popularidade.
Brannon explicou que o limite de sete temporadas se baseava principalmente na garantia de acumular episódios suficientes para uma vida longa em syndication, além do aumento dos custos de produção, como salários dos atores. Ele comparou ainda que Star Trek: Enterprise, encerrada após quatro temporadas, produziu um número semelhante de episódios, enquanto as séries mais recentes da era de Alex Kurtzman possuem temporadas mais curtas e nem sempre chegam a cem episódios.
Brannon Braga comentou: “Em minha opinião, TNG nunca acabou de verdade. Foi retirada do ar no auge do sucesso. Tinha mais três anos fáceis pela frente.” Ao ser questionado sobre o motivo do término após sete temporadas, ele disse: “Parecia que a lógica era que, após sete anos, você acumula episódios suficientes para uma incrível vida em syndication. E os custos começam a aumentar: salários dos atores, todo mundo. Sete temporadas foi um número meio arbitrário, mas parecia certo”.
Impacto e legado de TNG e comparação com outras séries
Star Trek: The Next Generation definiu a referência das sete temporadas para as séries subsequentes da franquia — Deep Space Nine e Voyager também tiveram sete temporadas, enquanto Enterprise foi considerada um fracasso por durar apenas quatro temporadas. Atualmente, as produções da franquia para a plataforma Paramount+ planejam temporadas mais curtas, tendo o teto de cinco temporadas como padrão, diferente da ambição inicial de alcançar sete temporadas, como em TNG, para Discovery, alterada pela venda da Paramount Global para a Skydance Media.
Produção da franquia na era Alex Kurtzman
Considerando a produção de episódios das séries atuais sob comando do executivo Alex Kurtzman, incluindo Star Trek: Discovery, Picard, Lower Decks, Prodigy, Strange New Worlds, Starfleet Academy e o filme Star Trek: Section 31, o total acumulado chega a 251 episódios e um filme. Algumas dessas séries têm episódios com duração menor, especialmente Lower Decks e Prodigy, ambos com meia hora de duração por episódio.
| Série | Temporadas | Número de episódios |
|---|---|---|
| Star Trek: Discovery | 5 | 65 |
| Star Trek: Picard | 3 | 30 |
| Star Trek: Lower Decks | 5 | 50* (meia hora) |
| Star Trek: Prodigy | 2 | 40* (meia hora) |
| Star Trek: Strange New Worlds | 5 | 46 |
| Star Trek: Starfleet Academy | 2 | 20 |
| Star Trek: Section 31 | Filme | 1 |
Total aproximado: 251 episódios e um filme
Decisão de Paramount e legado da série
O encerramento de Star Trek: The Next Generation após sua sétima temporada foi decidido pela Paramount anos antes e estava relacionado à direção da franquia para os cinemas. O elenco original de The Original Series envelhecia e tinha salários mais altos, enquanto o sucesso da série com a USS Enterprise-D no formato televisivo tornava possível passar o bastão para esses personagens nos filmes.
Brannon Braga ingressou na produção de TNG na quarta temporada e recorda com satisfação seu trabalho na franquia. Ele, junto com Ronald D. Moore, escreveu o primeiro filme da série, Star Trek Generations (1994), e também o mais bem-sucedido, Star Trek: First Contact (1996). Depois, Braga atuou como showrunner de Star Trek: Voyager e co-criou Star Trek: Enterprise com Rick Berman.
Imagem: MovieStillsDB
Embora haja a percepção comum de que a série já dava sinais de esgotamento criativo no final, e que o elenco preferia o formato de produções cinematográficas em intervalos regulares ao invés de temporadas longas, nunca houve plano para continuar Star Trek: The Next Generation além da sétima temporada.
Curiosidades do universo Star Trek
A USS Enterprise está entre as naves mais icônicas da ficção científica. A nave comandada pelo Capitão Kirk na série original tem o registro NCC-1701, enquanto a Enterprise-D, nave do Capitão Jean-Luc Picard em TNG, leva o sufixo -D.
Entre os personagens mais memoráveis está o oficial científico Spock, metade humano, metade vulcano, famoso por seu cumprimento de “vida longa e próspera”. Os principais princípios da Frota Estelar incluem a “Primeira Diretriz”, que proíbe interferência no desenvolvimento natural das civilizações alienígenas.
Os Borg, antagonistas temidos da série, são um coletivo cibernético que assimilam civilizações inteiras, conhecido pela frase “A resistência é inútil”. Sir Patrick Stewart interpretou o capitão Jean-Luc Picard, um dos papéis mais emblemáticos da franquia.
O sistema de propulsão das naves Starfleet, conhecido como “Warp Drive”, permite viagens mais rápidas que a luz, sendo uma tecnologia patenteada no universo na ficção pelo cientista Zefram Cochrane.
A famosa simulação de treinamento conhecida como “Kobayashi Maru” testa cadetes em cenários sem saída, e o Capitão Kirk é o único a vencê-la, reprogramando o software do simulador.
Na maior produção cinematográfica da franquia, o personagem KhAAAAN!, interpretado por Ricardo Montalbán, é o super-humano geneticamente melhorado que procura vingança contra Kirk.
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Com informações de Screen Rant
