Após mais de 30 anos de desenvolvimento, o cineasta Brad Bird apresenta “Ray Gunn”, uma obra de animação que reúne elementos de filme noir e ficção científica ambientados em uma história de detetive cheia de romance e intrigas. Lançado nos cinemas em 4 de dezembro de 2026 e na Netflix no dia 18 de dezembro, o filme marca seu retorno após oito anos desde sua última direção, trazendo uma narrativa vibrante e visualmente deslumbrante.
Um universo complexo e personagens marcantes
“Ray Gunn” se passa em Metropia, uma cidade futurista ambientada em 1939, onde humanos convivem lado a lado com uma diversidade de alienígenas. O protagonista é o detetive particular Raymond Gunn, com voz de Sam Rockwell, que atua ao lado do persistente parceiro Eyera, um alienígena tripé interpretado por Tom Waits. O filme apresenta um enredo que começa com uma investigação aparentemente simples sobre a infidelidade de uma esposa, mas logo evolui para uma trama complexa envolvendo mentiras, traições e assassinatos, com uma femme fatale sedutora no centro da história.
Brad Bird cria um universo detalhado e personagens profundos. Ray enfrenta dificuldades financeiras e tem sua reputação questionada, mas mantém um forte senso de justiça. Eyera, seu parceiro, resume essa dinâmica ao afirmar que eles são “os únicos jogadores honestos em um jogo sujo”, uma metáfora que orienta toda a trajetória do filme.
Animação impressionante, cenas de ação e atuação de Scarlett Johansson
O filme se destaca por sua animação de alto nível, que combina cenas panorâmicas da cidade futurista com sequências de ação intensas nas vielas e arranha-céus de Metropia. Brad Bird não economiza na apresentação visual, transformando “Ray Gunn” em uma experiência sensorial marcante para o público. A narrativa segue um ritmo ágil, com diversas reviravoltas e um enredo que se desenrola como um thriller no estilo Hitchcock.
Dentre o elenco, Scarlett Johansson se destaca na pele da cantora Venus Nova. Sua participação inclui momentos dramáticos diante de paparazzis, diálogos intensos e números musicais elaborados, mostrando versatilidade e força durante o filme.
Uma homenagem de Brad Bird ao noir, à ficção científica e à arte
“Ray Gunn” une diversas influências, misturando os elementos típicos do cinema noir – como uma investigação sombria envolvendo poderosos da cidade – com elementos clássicos da ficção científica, incluindo chefes do crime extraterrestres, tráfico ilegal de tecnologia alienígena e preconceito contra visitantes cósmicos de segunda classe. Navegando por essas temáticas, o roteiro coescrito por Brad Bird e Matthew Robbins aposta na familiaridade da dinâmica da dupla principal para dar sustentação a esse universo fantástico.
Imagem: Skydance Animati/Netflix
Além da narrativa e da animação, o filme enfatiza o valor da colaboração artística, destacando o trabalho do compositor Michael Giacchino, o diretor de fotografia Erik Smitt e o designer de som Ben Burtt, que contribuem para a imersão e ritmo da história.
Avaliação do filme: 8 de 10
“Ray Gunn” estreia em cinemas selecionados no dia 4 de dezembro de 2026 e chega à Netflix em 18 de dezembro de 2026.
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Com informações de SlashFilm
