Lançado em 2022, Dragon Ball Super: Super Hero trouxe uma nova dinâmica à franquia, afastando o foco habitual em Goku e Vegeta para destacar Gohan e Piccolo, personagens que até então recebiam menos desenvolvimento. Na época da estreia, o filme foi recebido com entusiasmo, especialmente pela valorização de Piccolo e pela redescoberta do espírito de luta de Gohan.
No entanto, ao reassistir o longa, é possível reconhecer claramente seus méritos, ao mesmo tempo em que algumas falhas se tornam mais evidentes. Enquanto outros filmes recentes da franquia, como Battle of Gods, Resurrection F e Broly, mantêm um desempenho mais consistente sob análise detalhada, Super Hero depende com maior intensidade de elementos de fan service e artifícios, em vez de se dedicar totalmente à narrativa que pretende contar.
Por Que a Reação Inicial a Dragon Ball Super: Super Hero Foi Positiva
Manter uma franquia como Dragon Ball Z sempre atualizada é um desafio, mas o filme Super Hero conseguiu renovar o interesse sem abandonar os elementos clássicos que conquistam os fãs. No lançamento, o longa alcançou 100% de aprovação no Rotten Tomatoes e foi considerado por alguns críticos como o melhor filme de Dragon Ball, atualmente mantendo 95% no site.
Durante décadas, Goku e Vegeta foram protagonistas exclusivos, enquanto Piccolo ficava em segundo plano. Super Hero trouxe o nomequiano para a linha de frente, destacando sua relação com Gohan e Pan, além de sua investigação contra a organização Red Ribbon. A transformação “Orange Piccolo” foi um diferencial, oferecendo um upgrade significativo para um dos personagens originais da série, diferente da tradicional nova forma dada a saiyajins.
Apesar do receio inicial com a animação em 3D CGI – uma novidade para a franquia tradicionalmente desenhada à mão –, o estilo acabou sendo elogiado. A animação não só impressionou visualmente como também tornou as sequências de ação mais fluidas e coesas.
Dragon Ball Super: Super Hero platéia e crítica:
Nota dos críticos: 95%
Nota do público: 95%
Acima de tudo, o filme é uma homenagem para os fãs antigos, juntando diversos easter eggs, referências e personagens conhecidos. Super Hero equilibra com precisão cenas divertidas e momentos de ação intensos.
Na Reassistida, Dragon Ball Super: Super Hero Se Mostra o Mais Fraco Entre os Filmes Recentes
Cada filme da franquia possui seus pontos positivos e negativos. Enquanto algumas produções conquistam no primeiro contato, a experiência pode variar em uma nova sessão. Isso ocorre especialmente com Super Hero, que apesar das críticas e elogios iniciais, apresenta limitações evidentes em comparação a outros longas.
Battle of Gods inovou ao apresentar um vilão que colocou Goku em dificuldades, oferecendo um frescor à saga dos saiyajins. Já Broly se destacou não só pela animação, mas pela reconstrução de um antagonista clássico. Embora Resurrection ‘F’ tenha uma trama mais simples e direta, sua leveza pode ser positiva em reexibições.
Porém, Super Hero tropeça principalmente no terceiro ato. A história de Piccolo não tem o desfecho esperado, com Gohan monopolizando as cenas finais. Mesmo que Dragon Ball costume reciclar vilões e arcos, este filme prometia algo diferente, como indicado por sua animação inovadora.
A animação em CGI, por mais impressionante que seja, altera a identidade visual tradicional de Dragon Ball. Enquanto os filmes anteriores mantiveram o estilo desenhado à mão, Super Hero aposta em modelos 3D. Isso pode diminuir o apelo atemporal da produção em visualizações repetidas.
Dragon Ball Super Apresenta uma História Mais Complexa que Super Hero
Um dos desafios da franquia tem sido criar vilões mais profundos. O anime dedica vários episódios a inimigos capazes de destruir planetas, mas muitas vezes com pouca complexidade. Nesse aspecto, Dragon Ball Super se destaca sobre Super Hero por apresentar Moro, um antagonista do arco Galactic Patrol Prisoner no mangá.
Ao contrário de Cell, trazido de volta em Super Hero apenas com apelo visual, Moro é um mago planetário antigo que se alimenta da energia vital dos mundos e dos lutadores, usando magia para criar situações que não se resolvem simplesmente com transformações mais poderosas.
Super Hero conta uma história mais isolada e menor em escala, enquanto a saga Moro expande a mitologia de Dragon Ball, introduzindo personagens como Merus, explorando o papel dos Kais e revelando mais da história do universo.
Imagem: Divulgação

Dragon Ball Super: Super Hero
Avaliação: 8.4/10
Gêneros: Ação, Animação, Ficção Científica, Aventura
Data de lançamento: 11 de junho de 2022
Duração: 100 minutos
Diretor: Tetsuro Kodama
Elenco de Voz
- Masako Nozawa – Son Gokû / Son Gohan / Son Goten / Gotenks (voz)
- Toshio Furukawa – Piccolo (voz)
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Dragon Ball Super: Super Hero é o primeiro filme da franquia a usar animação 3D. A trama deixa Goku e Vegeta de lado para focar em Gohan e Piccolo, que enfrentam uma versão aprimorada do Exército Red Ribbon, liderada pelo neto do Dr. Gero, o Dr. Hedo. Apesar de conter poucas conexões com o anime principal ou outros filmes, a história se passa após os eventos de Dragon Ball Super: Broly.
A reavaliação do filme após quatro anos mostra uma obra que, embora tenha elevado personagens e inovado visualmente, encontra desafios na profundidade da história e em sua identidade visual frente às outras produções da franquia.
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Com informações de Screen Rant
