Após o encerramento da Saga do Multiverso, a Marvel Studios prepara um reboot dos X-Men no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), marcando uma nova fase para os icônicos mutantes nas telonas. Para garantir sucesso, o novo filme pode aprender importantes lições de um projeto já existente: a série animada X-Men ’97, que revisita os personagens em continuidade direta com a animação original dos anos 90.
Com estreia prevista para 2028, o filme dos X-Men tem um ótimo modelo para seguir na série X-Men ’97, cujas duas primeiras temporadas se destacam pela adaptação fiel e por explorar bem o elenco e as histórias que poderiam ser replicadas no MCU. Abaixo, listamos seis pontos essenciais que o reboot deve incorporar para se destacar e respeitar a rica tradição dos mutantes.
O Reboot do MCU Precisa Ser um Filme de Elenco Verdadeiro

Um dos maiores trunfos de X-Men ’97 é o equilíbrio na apresentação de um elenco amplo que parece um verdadeiro conjunto de protagonistas. Personagens como Ciclope, Jean Grey, Wolverine, Rogue, Gambit, Fera, Noturno, Tempestade, Forge, Jubilee, Xavier, Magneto, entre outros, recebem arcos distintos e interações complexas, sem que nenhum deles ofusque os demais.
Isso reforça o papel dos X-Men como uma equipe, que também funciona como uma família. É esperado que a Marvel evite o erro da antiga franquia da Fox, em que Wolverine dominou o foco, deixando outros personagens importantes em segundo plano. A ausência de Wolverine no elenco inicial do novo filme indica uma possível mudança de estratégia, reservando o personagem para um momento mais oportuno, após a consolidação dos demais mutantes.
Magneto Não Deve Ser O Único Vilão Principal

Erik Lensherr, o Magneto, é um dos personagens mais complexos e icônicos dos X-Men, sendo vilão e aliado em diferentes momentos. A série X-Men ’97 mostra como o personagem pode ser usado de forma mais equilibrada, com nuances e uma relação multifacetada com Charles Xavier, em vez de ser sempre o antagonista principal.
A série também abre espaço para outros vilões importantes, como Bastion, Mister Sinister e Apocalipse, diversificando as ameaças. A escolha de Adam Driver para interpretar Nathaniel Milbury, possivelmente Mister Sinister, no novo filme indica que a Marvel pretende seguir essa linha, evitando limitar Magneto ao papel de vilão final inevitável.
Ciclope Como Verdadeiro Líder da Equipe no MCU

Scott Summers, o Ciclope, ganhou uma recuperação significativa na série X-Men ’97. Diferente das versões anteriores, que o reduziram a interesses amorosos ou rivalidades, a série reafirma seu papel como líder nato e maior estrategista da equipe, fiel à sua origem nos quadrinhos.
O MCU deve seguir esse exemplo, valorizando o personagem interpretado por Kit Connor não apenas por seus poderes, mas principalmente pelo seu talento para liderança, algo que X-Men ’97 destaca com excelência. Espera-se que o novo filme continue essa redenção e corrija representações passadas, promovendo um Ciclope à altura da franquia.
X-Men ’97 Não Tem Medo de Explorar o Material Original, O MCU Também Não Deve

Um dos maiores méritos da série está em abraçar elementos mais extravagantes e icônicos dos quadrinhos clássicos, longe do padrão de narrativas “mais realistas”. Personagens excêntricos como o tirano alienígena Mojo, ou locais fantásticos como a Terra Selvagem na Antártida e o império alienígena Shi’ar são explorados sem receios.
Imagem: Divulgação
No cenário atual do gênero superheroico, não há necessidade de um reboot “pé no chão” para os X-Men. Os elementos mais bizarros e coloridos fazem parte da identidade da franquia e devem ser mantidos sem moderação, distanciando-se do visual sombrio e roupas pretas predominantes nas versões anteriores.
Mutantes Devem Ter Identidade Própria Dentro do MCU
Mais do que introduzir uma nova equipe, o reboot dos X-Men deverá ser a porta de entrada para os mutantes como um todo dentro do MCU – até agora, poucos mutantes foram apresentados ao público no universo oficial da Marvel.
A mitologia dos X-Men sempre teve dimensão própria dentro do universo mais amplo da Marvel, e espera-se que no MCU isso se mantenha. X-Men ’97 ilustra bem como os mutantes representam uma mudança radical na sociedade, gerando tensões e conflitos únicos. Assim, as batalhas e dilemas enfrentados pelos personagens devem refletir essa luta específica por aceitação e sobrevivência da espécie mutante, ainda que participem de eventos maiores com outros heróis.
Abordar Sérios Temas de Forma Autêntica no MCU
Finalmente, o MCU deve respeitar a tradição dos X-Men como uma narrativa de peso social e político, assim como é feito em X-Men ’97. A franquia é conhecida por explorar temas como preconceito, opressão de minorias, aceitação e identidade, sempre de maneira profunda e relevante.
A série animada adapta arcos que tratam dessas questões sem deixar de entreter, o que é fundamental para manter a essência dos X-Men. O novo filme precisa incorporar essas alegorias como parte natural de suas histórias, respeitando a importância histórica desses elementos para o sucesso da franquia.
O filme dos X-Men tem estreia marcada para 5 de maio de 2028, sob direção de Jake Schreier e produção de Kevin Feige, com elenco incluindo Sadie Sink (Jean Grey), Inde Navarrette (Rogue), Kit Connor (Ciclope) e Samara Weaving (Emma Frost).
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Com informações de Screen Rant
