Estreando na Netflix em 28 de agosto de 2026, o longa “The Whisper Man” traz Robert De Niro e Adam Scott em um thriller sobre um serial killer que sequestra meninos. A trama acompanha Tom Kennedy (Scott), um escritor viúvo que se muda com o filho Jake (Acston Luca Porto) para uma casa antiga, onde acontecem eventos assustadores. Jake se envolve com amigos imaginários e acaba desaparecendo.

O sequestro está ligado a um criminoso conhecido como The Whisper Man, também chamado Frank Carter, que tem histórico de capturar meninos e forçá-los a gravar mensagens perturbadoras para suas famílias. Carter está preso cumprindo pena de prisão perpétua, o que levanta a hipótese de que o serial killer pode estar agindo com uma motivação de vingança.
Tom, por sua vez, é filho do detetive aposentado Pete Willis (Robert De Niro), responsável pela captura do Whisper Man há 25 anos. Os dois homens estão afastados, resultado do impacto que o caso teve na vida familiar, com Pete se tornando alcoólatra e Tom nutrindo mágoa pelo pai. As relações familiares e traumas são abordados no roteiro, mas de forma superficial e rápida.
Atuações de Robert De Niro e Adam Scott geram opiniões divergentes

Adam Scott entrega uma interpretação consistente como pai frustrado e preocupado, embora o personagem tenha pouca profundidade além de ser um escritor. Por outro lado, De Niro demonstra estar desinteressado, interpretando o detetive Pete com falta de energia e parecendo apático, contrastando com seu vigor em trabalhos recentes, como “Killers of the Flower Moon” (2023).
Essa postura do ator decepcionou alguns espectadores e críticos, que citaram sua reputação por pesquisa intensa e dedicação aos papéis em comparação ao desempenho mais apagado neste filme.
Michelle Monaghan e Hamish Linklater tentam trazer dinamismo à trama

Entre os coadjuvantes, Michelle Monaghan interpreta a detetive Amanda Beck, que luta para manter um ar sério apesar de um roteiro que limita seu desenvolvimento e introduz rapidamente aspectos interessantes, como sua fé quaker, apenas para descartá-los. Já Hamish Linklater aparece em um papel menor, mas se destaca como um suspeito com fascínio por itens relacionados a assassinos em série, dando mais vida ao filme em sua breve participação.
Roteiro previsível prejudica o suspense do thriller

Um dos principais problemas do filme é sua previsibilidade. Ainda que o diretor James Ashcroft, conhecido por trabalhos sombrios como “Coming Home in the Dark” e “The Rule of Jenny Pen”, tente criar uma atmosfera tensa com clima sombrio, ventos e tempestades, o roteiro apressa a narrativa e torna óbvias as reviravoltas, diminuindo a tensão.
Imagem: Divulgação
Os personagens demoram excessivamente para enxergar pistas evidentes, o que impacta negativamente a verossimilhança da história. Porém, mesmo com essas falhas, “The Whisper Man” mantém um nível aceitável para um filme de gênero, oferecendo alguns momentos assustadores e uma estética competente.
Esse tipo de thriller, com atores conhecidos, dificilmente chega hoje aos cinemas e encontra seu espaço nos serviços de streaming, apesar de ser uma experiência modesta e sem grandes inovações.
Avaliação final: 5,5 de 10.
“The Whisper Man” está disponível na Netflix desde 28 de agosto de 2026.
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Com informações de SlashFilm
