O aclamado filme de zumbis “Train to Busan”, lançado em 2016 e considerado uma das maiores obras do gênero no século 21, ganhou um novo local para ser assistido: o serviço de streaming Peacock. Essa produção sul-coreana conquista fãs com sua combinação de suspense, personagens profundos e cenas intensas de ataques zumbis.
Além do filme original, o streaming permite acesso à sua continuação live-action, “Train to Busan Presents: Peninsula”, que expande o universo criado pelo diretor Yeon Sang-ho. Essa é uma oportunidade para os espectadores revisitarem e explorarem o mundo devastado pelos mortos-vivos a partir de casa, especialmente durante a temporada de Halloween.
Enredo e personagens
No longa, o pai workaholic Seok-woo (Gong Yoo) embarca com sua filha Su-an (Kim Su-an) em um trem de Seul rumo a Busan. Durante a viagem, uma rápida infecção zumbi transforma os vagões em armadilhas mortais. A narrativa acompanha a luta pela sobrevivência diante dessa ameaça implacável.
O que torna “Train to Busan” um marco moderno no gênero zumbi
Um dos principais diferenciais do filme é o cenário claustrofóbico do trem em alta velocidade, onde os personagens têm pouco espaço para escapar. Cada vagão representa uma nova barreira e desafio, aumentando a tensão e o suspense.
“Train to Busan” se destaca também pela construção de personagens complexos e relacionamentos reais. Seok-woo inicia como um pai distante, mas seu desenvolvimento emocional torna a trama mais profunda. Sang-hwa (Ma Dong-seok) traz força e empatia, enquanto sua esposa grávida, Seong-kyeong (Jung Yu-mi), mostra que vulnerabilidade e coragem podem coexistir.
Os personagens secundários também reforçam temas sociais e humanos: o jogador de beisebol Yong-guk (Choi Woo-shik) e a líder de torcida Jin-hee (Sohee) representam a vulnerabilidade da juventude, e o executivo egoísta Yong-suk (Kim Eui-sung) evidencia os riscos do individualismo em momentos de crise.
Combinando ação intensa e crítica social, o filme mescla sequências de zumbis rápidos e violentos a uma reflexão sobre classes sociais, interesses corporativos e responsabilidade coletiva. O resultado é uma narrativa que equilibra terror, drama familiar e comentário social.
Sequência “Peninsula” amplia universo, mas não alcança o sucesso do filme original
Lançado em 2020, “Train to Busan Presents: Peninsula” se passa quatro anos após o surto inicial, em uma Coreia devastada. A história acompanha Jung-seok (Gang Dong-won), um ex-soldado que retorna à península para recuperar um caminhão repleto de dinheiro, enfrentando uma série de eventos desastrosos.
Imagem: Divulgação
Embora ofereça uma mistura de horror zumbi e ação no estilo filme de assalto, o longa perde a atmosfera claustrofóbica e o ritmo intenso que destacaram o filme original, focando mais em cenas grandiosas e menos no desenvolvimento dos personagens.
Apesar disso, a sequência é considerada uma opção de entretenimento para fãs que desejam continuar no universo criado por Yeon Sang-ho. Já a animação prelúdio “Seoul Station” (2016) mostra o início do surto e aprofunda o contexto social da franquia, abordando questões como negligência social e exploração econômica.
Mesmo com seus méritos, tanto a sequência quanto o prelúdio não atingem a combinação de suspense, crítica social, ação e emoção presente em “Train to Busan”, que segue sendo referência máxima no cinema moderno de zumbis.
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“Train to Busan” tem 118 minutos de duração e é dirigido por Yeon Sang-ho, com roteiro de Park Joo-suk e produção de Kim Woo-taek, Lee Dong-ha e Huh Soo Young.
Com informações do ScreenRant
