O novo Universo DC segue em expansão e o filme “Clayface” traz o público à Gotham City, a cidade icônica do Batman. Após “Superman” mostrar Metropolis e “Supergirl” explorar um cenário cósmico, a produção dirigida por James Watkins oferece uma visão mais realista do ambiente, com Tom Rhys Harries interpretando Matt Hagen, o personagem que se transforma no vilão Clayface. Sua trajetória em Gotham revela aspectos importantes sobre a cidade e seu papel dentro do Universo DC.
“Clayface” acompanha a transformação de Matt Hagen, que evolui de um garoto das ruas de Gotham a estrela de Hollywood, até ser gravemente desfigurado por um chefe do crime local. Abandonado, ele busca um tratamento inovador que o restaura, mas afeta sua sanidade, conduzindo-o a uma jornada de vingança destrutiva.
Embora se passe no universo do Batman, o filme é um horror focado em Gotham e não apresenta o herói. A narrativa mostra a cidade sob a perspectiva de pessoas comuns e também da elite. Inicialmente, Matt vive uma rotina de luxo, frequentando clubes sofisticados, mas, após sua queda, retorna às áreas pobres, oferecendo ao público duas faces distintas de Gotham.
Clayface revela uma Gotham City fragmentada

“Clayface” entrega uma das representações mais completas de Gotham já vistas, mostrando a cidade como um verdadeiro centro urbano, semelhante a Nova York em nosso mundo. O filme expõe tanto zonas de glamour como áreas decadentes, afastando a imagem simplista de uma metrópole dividida entre ricos e pobres de forma evidente.
Enquanto o “Batman” de 1989, dirigido por Tim Burton, enfatizava uma Gotham mais gótica e de quadrinhos, e “Batman Forever” (1995), de Joel Schumacher, apostava em uma cidade colorida e exagerada, a Gotham do novo Universo DC é mais realista e palpável, aproximando-se da versão vista na trilogia de Christopher Nolan, que se inspirava em uma Chicago mais áspera.
No entanto, “Clayface” mostra uma Gotham que não é unificada. A cidade combina eventos luxuosos, como estreias cinematográficas, com bairros pobres negligenciados pelo poder público. A diversidade de ambientes revela diferentes microcosmos dentro da mesma metrópole, ampliando as possibilidades para narrativas futuras.
Gotham no novo Universo DC abre espaço para além do Batman

“Clayface” prepara Gotham City para o novo Universo DC, distinguindo-se da versão gótica e sombria criada por Matt Reeves para “The Batman”. Robert Pattinson, intérprete do herói naquele universo, já demonstrou dúvidas sobre sua presença no Universo DC de James Gunn. A Gotham vista aqui conta com um Batman ainda desconhecido do público.
Imagem: Divulgação
O filme se passa em um momento inicial dessa linha do tempo, o que permite que a cidade evolua até “The Brave and the Bold”, onde Batman estará plenamente ativo nas ruas. Assim, a produção oferece uma janela para o local onde Bruce Wayne habita, mostrando que Gotham é grande e pode ser explorada em múltiplas facetas, mesmo sem a presença constante do Cavaleiro das Trevas.
Há a sensação de que, assim como em “The Dark Knight”, encontrar o Batman é um evento raro na cidade. Além disso, o filme traz elementos que sugerem a presença de outros personagens clássicos, como um easter egg do Coringa, que embora não apareça diretamente, parece rondar Gotham. Isso demonstra que Gotham servirá como um ambiente rico e diversificado para futuros filmes dentro do Universo DC.
Com isso, “Clayface” estabelece uma base para que outros realizadores expandam a representação da cidade e seus habitantes nas próximas produções do Universo DC.
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Com informações de SlashFilm
