Kelly McCormick, produtora do longa “Violent Night 2”, destacou um aspecto fundamental que falta na maioria dos filmes de ação americanos: a conexão emocional por meio do combate. A continuação do filme lançado em 2022 trará David Harbour novamente como Papai Noel enfrentando novos vilões, prometendo ação que, segundo o trailer, deve superar o original.
O diretor Tommy Wirkola retorna para a sequência, que conta com a produção da 87North, empresa comandada pelo especialista em ação David Leitch e sua esposa Kelly McCormick. Em entrevista, McCormick ressaltou que o que torna uma boa produção de ação é a manifestação física do melodrama, uma característica que nem todos os cineastas adotam.
Kelly McCormick defende ação com base emocional
No ano de 2026, o destaque entre os filmes de ação foi “The Furious”, dirigido por Kenji Tanigaki, um longa de ação de Hong Kong que combinou cenas intensas com uma história simples, centrada no esforço de um pai para salvar a filha sequestrada. Para McCormick, este equilíbrio entre emoção e ação é essencial.
Segundo a produtora, muitos filmes americanos ainda cometem o erro de privilegiar o espetáculo visual em detrimento da carga emocional e do desenvolvimento dos personagens. “Se for só espetáculo, sem conexão emocional, o público fica desconectado da ação”, afirmou. Para ela, o diferencial está em relacionar a ação à trajetória do personagem, seja em produções com grandes orçamentos ou filmes menores.
A crítica também se estende a exemplares recentes que priorizam sequências de luta sem oferecer mais profundidade, como “John Wick: Capítulo 4” (2023), que apesar do sucesso, mostrou que é possível haver exagero na quantidade de ação, mesmo com a participação de Leitch na produção.
Drama e arco de personagens guiam a produção de ação
Para McCormick, a chave para um filme de ação eficaz está no fortalecimento do melodrama e no arco do personagem, que habilita a construção de uma ação que representa e intensifica essa jornada. Questionando-se sobre “Violent Night 2”, ela pondera: “Se não houvesse ação no filme, o Papai Noel ainda faria sentido?” Essa questão orienta a produção de seus filmes.
Imagem: Divulgação
Ela explica que, após garantir que a história funcione sem as cenas de ação, o objetivo é ajustar cada sequência para que seja grandiosa ou íntima o suficiente para realçar o arco da narrativa. Este método, que privilegia a emoção antes do espetáculo, contrasta com obras como “Extraction 2” (2023), que apesar do sucesso na Netflix, foi criticado por se apoiar excessivamente em sequências de ação extensas e cenas dramáticas pouco conectadas.
Embora a ideia de um Papai Noel enfrentando multidões de criminosos pareça absurda, o primeiro “Violent Night” conseguiu equilibrar ação e emoção, e resta aguardar como essa fórmula será mantida na sequência, que estreia em 4 de dezembro de 2026.
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Com informações de SlashFilm
