A segunda temporada de Dark Matter, série do Apple TV, inclui um componente fundamental retirado do livro escrito por Blake Crouch, autor e também responsável pela adaptação para a televisão. Apesar da primeira temporada ter coberto integralmente a história original do romance, a continuação avança para desenvolvimentos inéditos, atuando como uma sequência que expande o universo da série além do livro.
O quarto episódio da nova temporada, intitulado “Stars, Hide Your Fires”, destaca personagens que ganharam maior profundidade nesta fase, como o antagonista arrependido Leighton Vance (Dayo Okeniyi), o temido “Jason2” (Joel Edgerton), Amanda Lucas (Alice Braga) e Ryan Holder (Jimmi Simpson), incluindo uma versão alternativa de Ryan Holder. A trama acompanha o grupo em uma jornada para devolver Ryan2 ao seu mundo original, de onde foi raptado na primeira temporada por Jason2. Após essa missão, Jason2 solicita uma amostra do invento de Ryan e Amanda, chamado “lilac wings”, para viajar entre os multiversos.
Embora pareça uma pequena novidade, essa introdução é de grande relevância pois corresponde a um elemento presente no livro, que não foi explorado na primeira temporada da série.
Novas formas de adaptar o material original
Por ser uma obra cujo autor original Blake Crouch supervisiona diretamente todas as temporadas, as mudanças na adaptação de Dark Matter inevitavelmente passam por ele. Isso garante que mesmo os fãs do livro possam aceitar as alterações criativas apresentadas na série. No entanto, o episódio mais recente evidencia como o roteiro incorpora discretamente elementos da obra original que foram deixados de lado anteriormente.
Na primeira temporada, ficou estabelecido que a caixa misteriosa de viagem no multiverso, criada por Leighton Vance, funciona apenas com “ampolas” injetáveis, que desbloqueiam barreiras cerebrais permitindo a percepção dos múltiplos mundos. No livro, essa substância pode ser aplicada tanto por injeção quanto por ingestão. A injeção provoca um efeito imediato, transportando o usuário para o corredor que conecta diversas realidades. Já a ingestão demora cerca de 30 minutos para surtir efeito, mas é considerada mais segura.
Imagem: Divulgação
A série escolheu, inicialmente, o método mais rápido para efeito dramático. Porém, na segunda temporada, os tablets chamados “lilac wings” de Ryan e Amanda resgatam a versão oral descrita no livro: com efeito após meia hora e duração prolongada de até duas horas. Essa inserção funciona não só como uma referência para leitores, mas também amplia possibilidades dramáticas para os episódios futuros.
Novos episódios de Dark Matter continuam a ser lançados às sextas-feiras na plataforma Apple TV.
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Com informações de SlashFilm
