Em 1972, poucos meses depois de receber o Oscar de Melhor Atriz por “Klute”, Jane Fonda enfrentou uma crise de imagem ao visitar o Vietnã do Norte como protesto contra a ação militar dos Estados Unidos no país. Apelidada de “Hanoi Jane”, a atriz gerou dúvidas sobre sua carreira em Hollywood.
Após esse episódio, Fonda optou por continuar abordando temas polêmicos, mas com uma estratégia diferente. Ela participou do thriller “The China Syndrome”, que trata do risco de um acidente em uma usina nuclear. Produzido por sua empresa IPC Films, o filme recebeu indicações ao Oscar e alcançou US$ 52 milhões em bilheteria nos Estados Unidos com um orçamento de US$ 6 milhões.
O surgimento de “9 to 5” e a crítica ao ambiente de trabalho feminino
Após o sucesso de “The China Syndrome”, Jane Fonda decidiu focar na questão do tratamento das mulheres no mercado de trabalho, abordando temas como assédio sexual e desigualdade nas promoções. Para isso, escolheu o formato da comédia, resultando em “9 to 5”.
Dirigido por Colin Higgins, que também dividiu os créditos do roteiro com Patricia Resnick, o filme apresenta uma sátira exagerada sobre três funcionárias insatisfeitas (interpretadas por Fonda, Lily Tomlin e Dolly Parton) que se envolvem nas confusões causadas pelo chefe machista, vivido por Dabney Coleman. Com a recente morte de Dolly Parton, a produção voltou a ganhar espaço no ranking de mais assistidos do Netflix.
Dolly Parton estreia no cinema ao lado de Fonda e Tomlin
“9 to 5” marcou a estreia de Dolly Parton no cinema, onde surpreendeu com sua atuação ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. O roteiro gira em torno de três personagens principais: Judy Bernley (Fonda), uma dona de casa que se tornou secretária após o divórcio; Violet Newstead (Tomlin), uma funcionária competente que não consegue promoção; e Doralee Rhodes (Parton), secretária do abusivo Franklin Hart (Coleman).
Imagem: Divulgação
Depois de um dia difícil, as três se reúnem para um momento divertido que culmina em uma sessão onde fumam maconha e imaginam assassinatos ao seu chefe. A situação foge do controle quando Violet, por engano, coloca veneno de rato no café do chefe, que não o consome, mas eventos subsequentes levam as mulheres a acreditar que suas fantasias se tornaram realidade.
Com duração de 110 minutos, o filme aumenta o tom cômico ao longo da trama sem perder o ritmo. As três protagonistas mantêm o desempenho consistente, enquanto Dabney Coleman se destaca como o personagem desprezível que assedia Doralee. O desfecho é satisfatório e divertido, reforçando a importância do filme e, inevitavelmente, da ausência de Dolly Parton.
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Com informações de SlashFilm
