O filme “The Running Man” (2025), adaptação do livro de Stephen King, teve um desempenho abaixo do esperado nas bilheterias. Para o ator principal Glen Powell, o motivo está diretamente ligado às demissões em massa na Paramount Pictures pouco antes do lançamento do longa.
Demissões na Paramount prejudicam divulgação de “The Running Man”
Antes da estreia em 14 de novembro de 2025, “The Running Man” parecia uma aposta segura. Com Glen Powell em ascensão graças a sucessos como “Top Gun: Maverick” e “Anyone But You”, além de contar com a direção de Edgar Wright e uma base sólida no romance de 1982 de Stephen King, o filme tinha todos os ingredientes para atrair o público. No entanto, faturou apenas US$ 69,5 milhões contra um orçamento de US$ 110 milhões, um resultado considerado ruim diante da necessidade dos estúdios obterem o dobro do valor investido para alcançar o equilíbrio financeiro.
Em entrevista à revista Esquire, Powell explicou que a Paramount demitiu toda a equipe de marketing um mês antes da estreia, durante um processo de fusão da empresa. Em outubro de 2025, a companhia promoveu cortes que afetaram mais de 2 mil funcionários nas áreas de produção, marketing e música, segundo relatos da imprensa. Essa redução, segundo o ator, prejudicou a divulgação do filme, impactando sua performance nas bilheterias.
Outros fatores contribuem para o desempenho abaixo do esperado
Apesar da questão do marketing, o resultado nas bilheterias também reflete outras circunstâncias. O filme alcançou 63% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes, uma nota mediana que pouco estimulou a ida do público aos cinemas. O boca a boca também não foi forte o suficiente para alavancar o interesse, em meio a um cenário complicado de custos elevados e crescimento dos serviços de streaming, que reduzem a receita dos cinemas. Atualmente, uma produção de US$ 110 milhões precisa ser encarada como um evento para gerar lucro, e “The Running Man” não conseguiu atingir essa expectativa.
O diretor Edgar Wright comentou o desempenho em entrevista à Empire, destacando que a avaliação do sucesso de um filme não deve se limitar às bilheterias, afirmando estar orgulhoso do trabalho realizado e que o filme pode ter uma “vida além do fim de semana de estreia”.
Imagem: Divulgação
Já Steven E. de Souza, roteirista da versão de 1987, revelou ao The Hollywood Reporter que leu o roteiro do remake, mas ainda não assistiu ao longa. Ele comentou que, apesar de o final parecer funcionar no papel, as críticas indicam que o encerramento do filme não agradou, o que sugere que houve problemas na adaptação. No entanto, King aprovou o desfecho da nova versão.
As dificuldades enfrentadas por “The Running Man” vão além do marketing, refletindo uma combinação de fatores que influenciaram o desempenho financeiro do filme.
Veja também
- Glen Powell atribui fracasso de “The Running Man” no box office a cortes na Paramount
- Ray Gunn: o projeto de paixão animado de Brad Bird é uma obra visual impressionante e emocionante
Com informações de SlashFilm
