Hallowarrior, primeiro longa do roteirista e diretor Ben Sottak, combina elementos de terror, um cenário pós-apocalíptico e uma temática de Halloween para entregar uma experiência que alterna entre pontos fortes e fragilidades. Com estreia marcada para 16 de outubro no serviço de streaming Shudder, o filme apresenta a atriz Milly Shapiro, conhecida por Hereditary, no papel principal.
Trama e ambientação
A história se passa cerca de quatro anos após uma doença mortal que quase dizimou a humanidade. No entanto, a estética e os detalhes de produção indicam que a pandemia ocorreu antes da era dos smartphones. Nos primeiros minutos, apenas a jovem Pumpkin (Shapiro), uma fã do Halloween com cabelo laranja, aparece viva na pequena cidade rural onde mora. Ela sobrevive sozinha na casa da infância, enquanto relembra sua família e prepara o que era o feriado favorito deles.
Durante a narrativa, Pumpkin monta armadilhas caseiras no estilo casa mal-assombrada e tenta manter viva a tradição do Halloween apesar da devastação ao seu redor. Ela também mantém figuras cobertas por lençóis e máscaras que pertenciam a membros da família, tentando se apegar às memórias do passado. A atuação de Shapiro envolve a mistura de leveza típica do feriado com uma forte sensação de solidão e tristeza.
É nessa fase inicial que o filme mostra seu melhor potencial, construindo com texto e interpretação uma atmosfera carregada de melancolia e esperança frágil.
Conflito e violência na noite de Halloween
A trama sofre uma guinada quando Pumpkin percebe que alguém está roubando os doces deixados em sua porta. Ela tenta seguir a figura mascarada, sem sucesso, e descobre que duas pessoas invadiram sua casa para saquear a cozinha. O grupo é formado por Royce, interpretado por A. J. Bowen, que demonstra hostilidade, e Thalia (Shannyn Sossamon), que assume um papel mais cálido e tenta se aproximar de Pumpkin, explorando seu desejo por família.
Apesar da oferta de Abrigo dos invasores, fica claro que as intenções não são amigáveis, forçando a protagonista a recorrer à violência para sobreviver à noite mais assustadora do ano.
Produção, atuações e ritmo
Hallowarrior mostra inconsistências ao longo do filme. O roteiro traz diálogos por vezes previsíveis e as atuações variam em qualidade, comprometendo a profundidade dos personagens. Shannyn Sossamon se destaca com sua vilã carismática, enquanto Bowen e Ajani Russell (no papel de Wendy) repetem tons similares, o que torna suas personagens menos interessantes. Os outros membros do grupo são mais retratados como monstros do que como pessoas, fazendo com que o filme perca parte da humanidade fresca apresentada no início.
Imagem: Divulgação
Visualmente, a produção também sofre oscilações. Sottak investe em ambição, mas quando a trama se concentra numa invasão domiciliar, o cuidado visual inicial diminui e as limitações financeiras aparecem. Por outro lado, as cenas de violência carregam efeitos gore bem executados e impactantes, embora um recurso relacionado a uma droga usada pelos invasores seja menos convincente.
O filme equilibra momentos bons e ruins, evitando que suas falhas afundem a narrativa, enquanto aproveita algumas ideias interessantes. É um filme ágil, divertido e que, apesar dos percalços, revela que Sottak tem potencial para trabalhos futuros.
Hallowarrior está disponível para streaming no Shudder a partir de sexta-feira, 16 de outubro.
Ficha Técnica
- Duração: 80 minutos
- Direção e Roteiro: Ben Sottak
- Produção: Ben Sottak, Danielle Benedict, Emmajane Hoffman, Gabriel Rosenstein, Jake Casey
- Elenco principal: Milly Shapiro (Pumpkin), Shannyn Sossamon (Thalia), A. J. Bowen (Royce), Ajani Russell (Wendy)
- Gêneros: Terror, Thriller
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Com informações de Screen Rant
